
Kurt Halsey
Sinceramente, me revolta ver a maneira como os filhos falam com seus pais atualmente.
-Cynthia Fiuza.
Meu pai e sua mulher que, apesar de não ser minha mãe verdadeira, tenho o imenso orgulho de chamar de mãe, batalharam para me passar os valores que consideravam importantes, tais como gratidão e respeito. E garanto que aprendi direitinho as lições que me passaram. Portanto, mesmo morando sozinha e já contabilizando 20 primaveras, os respeito. Isso significa que não levanto a voz para eles, não faço uso de palavrões (não que os utilize normalmente) e, quando há uma ordem, respeito-a (mesmo não concordando). Considero tais atos como respeito de maneira direta. No âmbito do respeito de maneira indireta procuro não agir de maneira que algum deles possa achar vergonhosa, estando ou não perto deles. Acredito que ser o tipo de pessoa que fui criada para ser é o mínimo que posso fazer por eles. E fui criada para ser uma pessoa que respeita, é grata e que sabe discernir o que pode me acrescentar ou me destruir.
Por isso, quando vejo um filho que não acata uma ordem de seus pais, fico revoltada. Quando vejo um filho que grita ou manda a mãe calar a boca desejo profundamente que esta lhe vire a mão. Sério. E não venham os novos educadores me dizer que é errado. E quando um filho destrói a própria vida e não tem a consideração de pensar naqueles que o presentearam… nossa! Isso me magoa profundamente. Os valores estão muito invertidos. E digo isso de maneira geral. Mas não é assim que eu quero viver. Logo, não tolero tais comportamentos ao meu redor.
Pode-se dizer que este texto é um desebafo. Ou talvez um estalo que me deu nesta noite, véspera da véspera de Natal. Seja o que for, se você leu até aqui, reflita suas próprias atitudes, não só as direcionadas aos seus pais, mas também as que atingem outras pessoas. E, se possível, seja quem você foi criado (a) para ser.

